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19 de julho de 2010

Control


Por Jardel Nunes


O final dos anos 70 mudou para sempre a história da música, enquanto surgia o movimento punk na América com os Ramones e em Londres com os Sex Pistols... outra cidade britânica, Manchester, ficou conhecida por trazer ao mundo o pós-punk, bandas influenciadas por Velvet Undergrond, Bowie, mas também abertas as novidades eletrônicas nas gravações.


O centro disso tudo era a Factory Records, gravadora independente fundada por Tony Wilson, apresentador de TV e crítico musical... esse movimento em Manchester já rendeu pelo menos 2 ótimos filmes, “24 Hours Party People” que tem em Tony seu protagonista e, Control, que foca na vida de Ian Curtis, lendário vocalista da Joy Division. Banda que encabeçou essa época.


O longa baseado no livro escrito por Deborah, a esposa de Ian, mostra um pouco da vida de Curtis. Desde a adolescência, quando dava golpes em senhoras idosas, para se drogar com remédios, até a fatídica morte em 1980, aos 23 anos... o músico era conhecido por seu olhar caído e performances explosivas em cima do palco, características que foram reconstituídas com louvor pelo ator Sam Riley, assim como os ataques epiléticos que muito preocupavam Ian...


Além dos problemas com a epilepsia, Curtis vivia uma vida dividida entre a mulher Deborah (Samantha Morton), com quem se casou muito novo e teve uma filha, e Annik (Alexandra Maria Lara), amante que o acompanhava durante as viagens com a banda... a indecisão entre as duas, e a pressão da música o deixavam acabado. Em certa hora ele diz: “quando estou lá em cima, cantando, eles não entendem o quanto eu me dou e quanto isso me afeta...”


Apoiado pela ótima trilha sonora, que conta com Lou Reed, Bowie, e várias canções do Joy Division (algumas interpretadas pelos próprios atores) e a bela fotografia em preto e branco, o diretor Anton Corbijn leva o filme muito bem. Não o deixando cair para o lado melodramático, e colocando os números musicais em horas bem oportunas. Para os fãs de música, Control é indispensável... recomendado por todos da equipe do Topangablog.

2 comentários:

  1. Adorei este filme, magnífica obra-prima!

    Abraço
    Cinema as my World

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  2. Não o coloco como obra-prima Nekas, mas é uma bela obra..

    Abraços

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