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5 de agosto de 2009

Os Cabeça de Vento

Todo mundo que toca um instrumento musical e já teve uma banda, sonha em um dia ouvir sua música tocando no rádio, fazer sucesso, etc... Certo? Mas até onde você iria por esse sonho? Que loucura você faria?


Pois Chazz (Brendan Fraser), Rex (Steve Buscemi) e Pip (Adam Sandler), os integrantes da banda de rock Os Cavaleiros Solitários, levaram essa história a sério... Depois de muitas tentativas de entregar sua fita-demo para os chefes das gravadoras de discos (lembre-se, o filme se passa em 1993, naquela época não existia internet e todos os outros jeitos de divulgar música independente), eles resolvem invadir a rádio KPPX (com armas d’água da loja de brinquedos onde Rex trabalha) e forçar o DJ Ian (Joe Mantegna) a tocar a música deles...


O problema é que a fita que eles levaram pra rádio é destruída, e a outra cópia está com a namorada de Chazz, Kayla (Amy Locane), que acabou de brigar com ele... Nessa altura da história, a polícia já tinha cercado o prédio da rádio, e uma multidão de roqueiros faz uma grande festa na frente da KPPX...


Filme para quem gosta de uma boa comédia e de rock, e uma oportunidade de ver os atores principais (muito conhecidos hoje) em início de carreira, já com boas atuações, principalmente Steve Buscemi que rouba a cena... Destaque para a ótima trilha sonora e a participação especial de Lemmy, vocalista do Motörhead.


3 de agosto de 2009

Homem Aranha


Existem filmes que assistidos pela segunda vez nos passam outra impressão, ou que achamos bom na primeira olhada e depois vemos que o filme não era tudo aquilo, filmes que parecem ser muito ruins e que não são, depende do momento de cada pessoa ao assistir o filme e muitos outros fatores...

O primeiro Homem-Aranha foi um desses filmes pra mim, quando ele foi lançado em 2002 eu acompanhava as HQs do Aranha, sabia quase tudo da história do personagem e estava muito empolgado com o lançamento do filme, me lembro de chegar ao cinema com alguns amigos e ver um fila enorme, nunca tinha visto uma fila daquele tamanho na frente do antigo Cinema Astral lá de Cachoeira do Sul, nem quando Titanic era o filme em cartaz... bom, depois de entrar, conseguir achar um lugar para me acomodar e tudo mais, começa o filme... Lembre-se que em 2002 não se tinha acesso a internet como hoje em dia, quando um filme já é falado e comentado 2 anos antes de seu lançamento, eu tinha visto apenas um trailer e algumas fotos de Homem-Aranha, não sabia como era a história e tudo mais...

Bom, fui olhando o filme e me decepcionando, cada detalhe que era mudado da história original que eu conhecia das HQs me deixava mais triste com o filme, não que eu não tenha gostado do filme inteiro, me lembro de rir com algumas cenas,(principalmente das tentativas de lançar a teia) e de ficar espantado com os efeitos visuais do filme, que são fantásticos mas, sai do cinema meio chateado... Fiquei tão inseguro com as histórias do Aranha no cinema que nem dei bola para o lançamento dos outros dois filmes da série...

Isso mudou quando um dia por acaso, (e por não ter nada que prestasse em nenhum outro canal) assisti a Homem-Aranha 2 na televisão, pensei: nossa, que filme bom... depois do primeiro tão ruim... e assim acabei olhando o terceiro também...

Pois bem, depois de todo esse tempo assisti de novo o primeiro Homem-Aranha hoje de tarde e não é que não é “tão ruim” quanto eu achei na outra vez que eu assisti? Claro, o filme não é ruim, mas, também não é perfeito (o HA 2 continua sendo muito melhor)... e eu me pergunto a causa da decepção com esse filme... acho que fui esperando uma adaptação 100% fiel das HQs, igual aqueles fãs radicais que Deus o Livre mudar uma coisinha se quer na história e blá blá... Outra coisa: naquela época eu já gostava muito de filmes, mas não tinha o censo crítico que tenho hoje, 7 anos depois...

Então, no momento que vi as mudanças como a aranha que pica Peter Parker ser uma aranha modificada em laboratório em vez da aranha radioativa das HQs, as teias saindo direto dos pulsos de Peter ao invés dos clássicos lançadores de teia (que tantas vezes falhavam nas HQs, deixando o herói em apuros), eu simplesmente desisti de tentar achar coisas boas no longa...

E agora eu vejo essas boas qualidades do filme: as cenas de ação são maravilhosas, daquelas de tirar o fôlego e as cenas tristes ou emotivas são realmente emocionantes, muito desses climas criados no filme são responsabilidade da ótima trilha sonora composta por Danny Elfman... O filme não fica monótono em nenhum dos 128 minutos de duração, cenas de ação, comédia e romance muito bem entrelaçadas pelo diretor Sam Raimi, que ficou famoso pela trilogia Evil Dead.

Outra coisa de destaque no filme são as atuações de seus personagens principais... Tobey Maguire é a versão humana do Peter Parker das HQs com seu estilo tranquilo e nerd (um comentário: aposto que o papel de Maguire no ótimo “A vida em Preto e Branco” serviu para decidirem quem seria o Peter Parker nos cinemas), a loira Kirsten Dunst ficou muito bem ruiva e no papel de Mary Jane, Willem Dafoe está como sempre ótimo no papel de Norman Osborn e mesmo aparecendo pouco J.K. Simmons é o próprio J.J. Jameson, dono do Clarim Diário e chefe de Peter (é dele a frase mais engraçada e sarcástica do filme quando seu assessor diz que não conseguem nenhuma foto descente do novo herói da cidade: “Se fotografamos a Julia Roberts de fio-dental, fotografamos esse louco.”), o mais apagado do elenco é James Franco que faz o papel de Harry Osborn.

Bem, a única coisa que eu continuo não gostando nesse filme e nos outros 2 é o uniforme do Aranha, ele é moderno demais, como que um adolescente ia conseguir criar sozinho aquele uniforme que parece de borracha e cheio de detalhes do filme? O figurino do Duende Verde também não me agrada pelo mesmo motivo... ah, gostei da escolha do Duende para ser o vilão do primeiro filme...

No final esse texto serve para pessoas, como eu, que viraram a cara para algum filme adaptado de HQ, livro, games, etc... nunca se deve esperar um filme 100% fiel a obra original... isso é impossível, temos que desencanar desses detalhes e entrar no filme e aproveitar o que ele tem de bom, seja as atuações, efeitos especiais, cenas de ação e cenas românticas, ou vai dizer que você não lembra da cena do beijo de Mary Jane no Homem-Aranha de ponta cabeça?? Eu me lembro até hoje da reação do cinema inteiro gritando e aplaudindo aquele beijo....

30 de julho de 2009

Estréias da Semana...


Semana fraquinha...


À Deriva

Drama, 14 anos
Direção: Heitor Dhalia.
Elenco: Laura Neiva, Vincent Cassel, Débora Bloch, Camilla Belle.
Duração: 103 min.

Efeito Borboleta - Revelação

Suspense, 18 anos
Direção: Seth Grossman.
Elenco: Chris Carmack, Sarah Neubauer, Shawntay Dalon.
Duração: 90 min.

29 de julho de 2009

200 Cigarros


Nova York, começo da noite de 31 de dezembro de 1981... é onde começa essa comédia lançada em 1999. Ao longo dos 100 minutos de duração do filme vamos ver o que acontece com algumas pessoas antes do início do ano de 1982... Achou o enredo do filme meio vago né? Talvez sem grandes atrativos...

Na verdade, a história do filme não é o importante aqui, e sim, as histórias de seus 16 personagens principais... 16, isso mesmo, eu não digitei errado, são 16 personagens rodando pelas ruas da cidade de Nova York (ah, a cidade é muito importante no filme, com seus bares, clubes, restaurantes e toda a diversidade de culturas) na noite de reveillon de 82.

Entre esses personagens destacam-se alguns: o cara que levou um pé na bunda e está depressivo, sua amiga que já perdeu as contas de quantos caras já ficou, o taxista conselheiro, a garota que deu o pé na bunda, a menina atrapalhada, o cara por quem todas as mulheres se apaixonam, o barmen, a dona da festa, as amigas que acreditam que se ficarem sozinhas naquela noite terão azar durante o resto do ano, as patricinhas, os punks, etc...

E o mais incrível, é ver todos esses personagens se cruzando pela cidade até chegar na mesma festa ao final do filme, a festa que acaba sendo contada através de fotos e com os hilários comentários do taxista interpretado por David Chappelle.

O elenco do filme também ajuda para você se identificar com os personagens, alguns são atores desconhecidos mas, entre os famosos estão Christina Ricci, Courtney Love, Paul Rudd, Kate Hudson e os irmãos Ben e Casey Affleck (que lembra muito Billie Joe, vocalista do Green Day)...

200 Cigarros é uma boa dica de comédia para quem gosta desses filmes com vários personagens e suas historias... Recomendo!

Ah, e o filme conta com uma participação do cantor Elvis Costello, interpretanto ele mesmo...

E sobre o título do filme... já ouvi falar que era a quantidade de cigarros que os personagens aparecem filmando durante o filme mas, eu não tive paciência para contar... alguém se habilita??

27 de julho de 2009

Porque Choram os Homens

Voltei depois de umas mini-férias! Como devem ter visto, eu não me aguentei e fiz duas postagens nesse tempo: a clássica de toda semana, falando os filmes que estão estreando no Brasil e o incrível trailer de Alice no País das Maravilhas, que se você ainda não olhou, olhe, é muito interessante...


Um homem sai de sua terra natal, a Rússia, para ir aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor para ele e sua família... logo depois a vila onde ele morava é queimada e sua pequena filha Fegele se salva e pretende ir em busca do pai nos EUA, mas é enviada para a Inglaterra para ser adotada por uma família e recebe o nome de Suzie. A pequena Suzie descobre seu talento para o canto e cresce, com seu talento ela entra para um grupo de teatro e vai para a França, onde conhece Lola, que vira sua companheira de quarto. Lola se envolve com um cantor lírico famoso, Dante, e Suzie conhece o cigano Cesar...

Na verdade, o roteiro do filme não é nada inovador... é aqueles filmes que mostram situações de algumas pessoas durante a 2ª guerra e todos os problemas, a perseguição contra os judeus, etc... aquilo que já vimos em vários filmes diferentes.

Então, porque olhar esse filme?? Pela direção, e principalmente pelas atuações... A direção de Sally Potter é firme e correta, são várias as cenas onde a câmera funciona como um personagem espião (sabe aquela cena, muito utilizada em filmes de suspense, quando a câmera parece ser uma pessoa que está ali escondida, apenas observando os personagens) e esse recurso é muito bem usado, um exemplo é a cena de abertura do filme, que mostra um jogo de esconde-esconde da pequena Fegele com seu pai.

As atuações, não preciso dizer que o quarteto principal do filme estavam ótimos né? Christina Ricci (Suzie), Cate Blanchett (Lola), John Turturro (Dante) e Johnny Depp (Cesar) dispensam comentários... na verdade a grande surpresa é a atuação da pequena Claudia Lander-Duke que faz o papel de Fegele (ou a jovem Suzie), a menininha é espetacular.

É interessante ver a diferença entre os casais que se formam no filme... Lola e Dante são espalhafatosos, não param de falar, enquanto o casal Suzie e Cesar é calado, (sinceramente, acho que Johnny Depp fala menos de 10 frases no filme todo) dando muito mais ênfase para as expressões faciais dos atores do que para as palavras, (a cena da despedida é emocionante) até as cenas de amor entre os dois são fortes e tensas... a trilha sonora contribui muito para essas cenas.

Filme para quem gosta do estilo e para olhar com calma... um bom filme...